Coleção Ars Litterarum

A coleção Ars Litterarum traz ao público obras sobre a arte da literatura. Para isso, busca cumprir dois propósitos fundamentais:  ajudar você na formação da cultura literária e trazer a grande literatura para o público comum não especializado, pois a literatura deve fazer parte de nossa vida em vez de servir à casta pedante dos "especialistas" da teoria literária.

Dante Alighieri
Dante Alighieri

Publicados originalmente em 1886 pela Imprensa Nacional de Portugal, os ensaios do sacerdote pernambucano Joaquim Pinto de Campos serviram de introdução à sua tradução do "Inferno", primeira parte da Divina Comédia de Dante Alighieri.

Em reconhecimento da riqueza das análises contidas nesses ensaios, que abrem ao leitor dimensões não óbvias da obra de Dante - como a alegoria e a simbólica -, trazemos de volta ao mercado editorial estes luminosos, que sem dúvida coloca seu autor ao lado de outros grandes intérpretes da obra de Dante Alighieri em todos os tempos.

Ensaios sobre Dante Alighieri
Autor:
Monsenhor Joaquim Pinto de Campos

Os Livros e Você de W. Somerset Maugham é uma obra magistral que ajudará você a iniciar a leitura da grande literatura de forma espontânea, sem medo de não ser capaz de "entender" as obras literárias. É um livro leve, mas com muitas dicas preciosas ditadas pela experiência do grande escritor inglês Somerset Maugham.

“Este pequeno livro é necessariamente leve, mas confio que você, leitor, não o achará superficial. Escrevi seus capítulos não como crítico nem mesmo como escritor de profissão, mas como o homem simples com um grande interesse pela humanidade. A primeira coisa que exigi de um livro antes de colocá-lo em minha lista é que ele fosse legível, pois quero que você leia esses livros, e a legibilidade é algo que entendo como aquilo que os professores de literatura e os críticos por eles treinados menosprezam.”

“Nenhum livro é legível se você não tem curiosidade nem empatia. Para que seja legível, um livro deve significar algo para você aqui e agora, e esta é apenas uma qualidade entre as outras que pode haver num livro, uma qualidade relativa aos interesses do leitor. Estou confiante de que, no geral, os livros que recomendarei atrairão a pessoa de interesses comuns, porque estas têm aquela humanidade que é comum a todos nós.”

“A única coisa significativa para você em um livro é o que ele diz a você, e se a sua opinião está em desacordo com a de todas as demais pessoas no mundo, isso não gera nenhuma conseqüência. A sua opinião é válida para você. Creio que em matéria de arte, e em especial nos Estados Unidos, as pessoas estão propensas a aceitar de bom grado a tirania dos professores e dos críticos, tirania contra a qual, em matéria de governo, elas se rebelariam. Mas nessas questões não há certo e errado. As relações entre o leitor e o livro são tão livres e íntimas quanto entre o místico e seu Deus. De todas as formas de esnobismo, o esnobismo literário é talvez o mais detestável, e não há desculpa para o tolo que despreza seu semelhante por este não compartilhar de sua opinião sobre o valor de um determinado livro. A pretensiosidade na apreciação literária é execrável, e você não deve se envergonhar se um livro louvado pelos melhores críticos não significa nada para você.”

Os Livros e Você
Clássicos da literatura que podem ampliar a sua visão de mundo
Autor:
W. Somerset Maugham
Tradução e notas:
Pablo Guimarães

“Compreende-se por verso – ou metro – o ajuntamento de palavras, ou ainda uma só palavra, com pausas obrigadas e determinado número de sílabas, que redundam em música.

“Vejamos, antes de tratar das diversas espécies de versos, que em português, mais que em qualquer outra língua, se cultivam o que se entende por sílabas e por pausas.”

“Para o gramático, todos os sons distintos em que se divide uma palavra são outras tantas sílabas, sejam estes sons uma simples vogal, um ditongo ou uma vogal seguida de uma ou mais consoantes, que batam justas, quer lhe fiquem antes, quer depois, quer lhe fiquem de permeio, como, por exemplo, em , se, luz, quer, finalmente, seja um ditongo com consoantes que lhe dêem articulação, como em cão, rei, cães, reis etc.

“O metrificador, diferentemente, apenas conta por sílabas aqueles sons que lhe ferem o ouvido, assinalando a sua existência indispensável. Quanto aos sons vulgares da linguagem e audição comum, estes lhe passam completamente despercebidos, porque não formam sílabas, e são como se não existissem.

“Para o gramático, a palavra representa sempre o que é precisamente: nada lhe importa o ouvido. O metrificador não se preocupa senão com o ouvido e com o modo como a palavra lhe soa.

“Querem ver como o gramático e o versificador diferem? Um pequeno exemplo é bastante. Um nada omite na palavra; o outro, de tal modo, até na recitação a enuncia, que os diversos tons são absorvidos uns nos outros, de sorte que, só depois de escrito o vocábulo, se pode perceber qual a sua constituição silábica.”

Tratado de Versificação
Autores:
Olavo Bilac e Guimarães Passos